quarta-feira, 23 de dezembro de 2009

Boas Festas!

Muito obrigada a todos vocês que visitam meu blog...
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*Desenho feito pelo meu amado J. Cambé.

terça-feira, 1 de dezembro de 2009

segunda-feira, 30 de novembro de 2009

Audição: como funciona o ouvido humano

Universidade Gallaudet

A Universidade Gallaudet (Gallaudet University em inglês) é a única universidade do mundo cujos programas são desenvolvidos para pessoas surdas. Está localizada em Washington, DC, a capital dos Estados Unidos da América. É uma instituição privada, que conta com o apoio direto do Congresso desse país. A primeira língua oficial de Gallaudet é a American Sign Language (ASL), a língua de sinais dos Estados Unidos (o inglês é a segunda). Nessa língua se comunicam entre si empregados, estudantes e professores, e se ditam a maioria dos cursos. Ainda que se conceda prioridade aos estudantes surdos, a universidade admite, também, um pequeno número de pessoas ouvintes a cada semestre. A estas se exige o domínio da ASL como requisito para permanecer na instituição.

Fonte: Wikipédia

domingo, 1 de novembro de 2009

EDUCAÇÃO E SURDEZ



EDUCAÇÃO E SURDEZ : UM PARADIGMA PEDAGÓGICO 1

Por Vera Lúcia Lopes Dias

Em minhas pesquisas e levantamentos efetuados junto à população de alunos surdos profundos e severos nas escolas regulares, tenho constatado um dilema: a surdez vista como um paradigma pedagógico. De fato, quando esse paradigma se explicita, aparece junto o aspecto negativo de ser surdo tal que, nessa sociedade, significa um enfrentamento constante com o desconhecido. Para conseguir um maior nível de consciência e levá-la à prática é importante considerar as condições objetivas e subjetivas, o contexto sócio-econômico-cultural e as formas de pensar dos diversos segmentos da comunidade escolar. A prática escolar tem sido, em geral, desenvolvida a partir da idéia de um aluno hipotético. Se tende a fazer generalizações. Inclusive em relação aos alunos surdos, em detrimento de uma visão mais realista, em que cada pessoa, independente de ser surda, apresenta características de personalidade, produto de seu trajeto histórico-econômico-social. Muitas vezes, não se considera a diversidade característica de qualquer grupo. O grupo dos surdos, como o grupo dos ouvintes, apresenta características internas de raça, de classe, de gênero, de religião, etc., que podem provocar insegurança, inclusive conflitos e divergências, chegando a influenciar na personalidade do indivíduo. Através de tentativas de apreensão das contradições internas do grupo, seria possível entendê-lo melhor. É na variedade de experiências que surgem diferentes perspectivas de valores e de poderes. Noutras situações, no caso do ensino superior, o sistema deve adaptar-se conforme as necessidades desse alunado, partindo de uma postura pedagógica relativamente nova, enfatizando maior aprimoramento de recursos humanos para a área da Educação Especial, onde até mesmo deve-se respeitar a difusão da língua de sinais para surdos não-oralizados dentro das salas de aulas, através da contratação de interprétes ouvintes de língua de sinais, no caso do Brasil, LIBRAS – Língua Brasileira de Sinais.

Ler mais.

Aceitação do Outro

quarta-feira, 28 de outubro de 2009

Livro: A educação do surdo no Brasil


A autora verificou por meio do estudo das diferentes propostas de ensino que foram adotadas pelo Instituto Nacional de Educação de Surdos, do Rio de Janeiro, que, mesmo quando afirmava que surdez não significava incapacidade para a aprendizagem, a escolaridade foi negada ao aluno surdo. Co-edição USF.


Autor: Maria Aparecida Leite Soares
Nº de Páginas: 142 pgs
Nº da Edição: 2ª edição (2005)
ISBN: 85-85701-74-9

Aluno cego aprendendo LIBRAS

Livro: Cidadania, Surdez e Linguagem



  • O livro trata de uma das pricipais questões que se tem ao lidar com o indivíduo surdo: o papel da Língua de Sinais no contexto ensino-aprendizagem. Em decorrência do fato de a língua ser imprenscindível para que o surdo possa se constituir como sujeito do/no mundo são discutidas questões pertinentes como as relativas à família, à comunidade, entre outras, que se constituem relevantes contribuições para a compreensão da proposta de ensino bilíngüe para sujeitos surdos.


  • Editora: Plexus
  • Autor: IVANI RODRIGUES SILVA & SAMIRA KAUCHAKJE & ZILDA MARIA GESUELI
  • ISBN: 8585689730
  • Origem: Nacional
  • Ano: 2003
  • Edição: 1
  • Número de páginas: 247
  • Acabamento: Brochura

sexta-feira, 16 de outubro de 2009

Bilinguismo


O que é Bilinguismo???

O Bilingüismo é o conhecimento e o uso regular de duas ou mais línguas.
Um bilingüismo língua oral na modalidade escrita e falada quando houver condições, e língua de sinais. É a única via através da qual a criança surda poderá ser atendida nas suas necessidades, quer dizer, comunicar com os pais desde uma idade precoce. Desenvolver suas capacidades cognitivas, adquirir conhecimento sobre a realidade externa, comunicar-se plenamente e converter-se num membro do mundo surdo e do mundo ouvinte.

Direito da criança surda de crescer Bilíngue:

Toda criança surda, qualquer que seja o nível da sua perda auditiva, deve ter o direito de crescer bilíngüe.
Conhecendo e usando a língua de sinais e a língua oral ( na sua modalidade escrita e, quando for possível, na sua modalidade falada) a criança alcançará um completo desenvolvimento das suas capacidades cognitivas, lingüísticas e sociais.

Direito de ser Bilíngüe - Cinco coisas que uma criança surda precisa realizar:

1.Comunicar-se com os pais e família o mais cedo possível.
2.Desenvolver habilidades cognitivas na infância.
3.Adquirir conhecimento de mundo.
4.Comunicar-se plenamente com o mundo ao seu redor.
5.Aculturar-se com dois mundos.



Fonte: Instituto Santa teresinha

terça-feira, 29 de setembro de 2009

segunda-feira, 28 de setembro de 2009

Origem do DIA DO SURDO

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No Brasil, o dia 26 de setembro é sugerido devido ao fato desta data lembrar a inauguração da primeira escola para Surdos no país em 1957, com o nome de Instituto Nacional de Surdos Mudos do Rio de Janeiro, atual INES- INstituto Nacional de Educação de Surdo.
E. Huet (1855) Professor Surdo francês fez um programa especial para ensinar os Surdos no Brasil. Este programa consistia em usar o alfabeto manual e a Língua de Sinais da França. Lutou e conseguiu junto ao Imperador Dom Pedro II apoio para fundar a primeira Escola para Surdos no Brasil, na cidade do Rio de Janeiro, o INES - Instituto Nacional de Educação de Surdos, no dia 26 de setembro de 1857.
Na época, o Instituto era um asilo, onde só eram aceitos surdos do sexo masculino. Eles vinham de todos os pontos do país e muitos eram abandonados pelas famílias.

Mais informações:

Até o final do século XV educar surdos era considerado uma missão impossível.

Graças ao empenho de pessoas que não se enfraquecem frente aos obstáculos esta missão transformou-se numa tarefa conquistada.

Foi para conhecer esta trajetória que buscamos os registros da educação de surdos e encontramos dados muito interessantes que compartilhamos com você através desta coluna. Com a certeza de que por meio desta propagação nos fortalecemos ainda mais.

Na Bíblia a palavra SURDO aparece 18 vezes, 13 vezes no Velho Testamento e 5 vezes no Novo Testamento sendo que a expressão "surdo-mudo" não aparece.

O mudo é aquele que não fala mas tem perfeita audição, se comunica através da escrita.

Hoje, a palavra Surdo(a) vem grafada com S maiúsculo, quando indicar que se trata de pessoa que luta por seus direitos políticos, lingüísticos e culturais.

Direitos e respeito já apregoado na velha bíblia: Moisés (séc. XVIII a.C) "Não deve maldizer ao Surdo e nem colocar obstáculos diante o Cego; quem é que fez os Mudos e os Surdos, os Videntes e os Cegos?”

Mas a realidade é que considerados ineptos para a educação na antigüidade chinesa, os surdos eram lançados ao mar. Os gauleses os sacrificavam aos deuses Teutates por ocasião da Festa do Agário. Em Esparta, os Surdos eram jogados do alto dos rochedos e, em Atenas, eram rejeitados e abandonados nas praças públicas ou nos campos. Os gregos, como também os romanos, consideravam os Surdos privados de todas possibilidades de desenvolvimento intelectual e moral.

Hipócrates (séc.IV a.C) escreveu sobre a relação da fala e a audição e no ano de 673, John of Beverly de York ensina a um Surdo a falar de forma inteligível.

Inicia-se então uma batalha incansável na transformação de uma missão até então considerada impossível.

Em 1198, o Papa Inocêncio III autoriza o casamento de um Surdo dizendo: "CUM QUOD VERBIS NON PODES SIGNIS VALET DECLARE". O QUE NÃO PODE FALAR EM SINAIS PODE MANIFESTAR.

Rodolfo Agrícola (1443-1485) citou: Um Surdo que entendia tudo que lia e se expressava por escrito.

Foi o Professor Girolamo Cardamo (1501-1578), médico italiano, filósofo e matemático que iniciou a Educação de Surdos na Europa. Ele afirmava que o Surdo pode ser ensinado por meio de símbolos escritos, mímica, com objetos e desenhos.

Pedro Ponce de León (1520-1584) iniciou a Educação de Surdos na Espanha através da Língua de Sinais e Alfabeto Manual.

Em 1555 um Surdo de família nobre começa a ser ensinado de forma oral em um convento de San Salvador. Foi então empregado os Sinais utilizados para se comunicar nos conventos onde imperavam o voto de silêncio e foi também introduzido o alfabeto manual com uma das mãos, o mesmo alfabeto que é utilizado até hoje sendo que sofreu apenas ligeiras modificações.

Juan Pablo Bonet (1579-1633) publicou o primeiro livro de Educação de Surdos em 1620 onde registrou o alfabeto manual.

John Walis(1618-1687) na Inglaterra, defendeu o treinamento da fala independente do Alfabeto Manual. Iniciou a educação através de gestos naturais e depois língua escrita.

Charles Michel de L'Epp (1712-1789) junto com outros Surdos franceses, Sicard e Clerc , utilizou sinais (gestos naturais e o alfabeto manual era utilizado somente para nomes próprios ou termos abstratos).

Desafiando as dificuldades ele ensinou quatro idiomas aos seus alunos. Defendeu a Língua de Sinais como sendo a língua natural / materna dos Surdos. Concluiu que a Língua de Sinais acontece através da linguagem gestual - visual e é um verdadeiro meio de comunicação e desenvolvimento do pensamento.

Samuel Heinicke (1723-1790) Professor alemão que começou a desenvolver o trabalho de oralização da pessoa com surdez, baseando-se prioritariamente na leitura labial. Desde 1727 surge a controvérsia entre o método gestual francês e o oral alemão.

Tamaso Silvestri (1784) abre em Roma a primeira Escola para Surdos. Na Real Escuela de Surdos primeiramente foram os meninos Surdos que recebiam educação, as meninas tiveram acesso a educação somente em 1816.

Thomas Hopkins Gallaudet (1817) foi para Europa estudar o trabalho realizado pela família Braidwood na Inglaterra - unicamente oralista e com o abade L'Epp e Sicard na Instituição de Surdos em Paris, que utilizavam o método manual, fundou a primeira Escola para Surdos em 1817 em Hartford, EUA. Introduzindo o alfabeto manual na escola.

E. Huet (1855) Professor Surdo francês fez um programa especial para ensinar os Surdos no Brasil. Este programa consistia em usar o alfabeto manual e a Língua de Sinais da França. Lutou e conseguiu junto ao Imperador Dom Pedro II apoio para fundar a primeira Escola para Surdos no Brasil, na cidade do Rio de Janeiro, o INES - Instituto Nacional de Educação de Surdos, no dia 26 de setembro de 1857.

1880 - foi um ano que marcou a história e aumentou as controvérsias entres as abordagens educacionais para Surdos com os seguintes eventos: 2º Congresso de Milão, o método oral é introduzido oficialmente na França e fica proibida qualquer outra abordagem. A partir daí a história da educação do Surdo passa a ser a história do método oral. Principalmente o método oral multisensorial que enfatiza o uso das várias vias sensoriais para o desenvolvimento da fala: a audição, visão e tato, proibindo porém o uso de alfabeto manual e de gestos.

Congresso de Milão, adota intencionalmente o oralismo (Heinicke) e exclui a língua de sinais da educação de surdos.

1971 - Durante quase 100 anos reinou o "império oralista" como ficou conhecido pela comunidade surda, e foi neste ano, no Congresso Mundial de Surdos em Paris , que a língua de sinais passou a ser novamente valorizada.

A educação de Surdos no Brasil foi influenciada pelas metodologias que
surgiram nos séculos XVI a XIX.

Hoje o Brasil conta com várias Classes Especiais, Salas de Recursos ou seja espaços educacionais para Surdos dentro de escolas regulares e Escola para Surdos para garantir o atendimento de 56.024 alunos Surdos matriculados nas diferentes escolas brasileiras.

O Programa Nacional de Apoio á Educação de Surdos / MEC / FENEIS/SED/CAS/MS foi iniciado em 2001 com a criação de 06 CAS - Centro de Capacitação de Profissionais da Educação e Atendimento as Pessoas com Surdez e neste ano foi criado mais 12 CAS no Brasil.
Mato Grosso do Sul foi contemplado a partir de 1984 com o CEADA
(oficializado em 1986) e em 2001 com o CAS/MS.

Entre as abordagens divulgadas na linha do tempo da educação de Surdos ainda vigoram hoje o "oralismo" que podemos chamar de Língua Portuguesa Oral, a Filosofia Comunicação Total que ainda está dentro dos espaços escolares enquanto os profissionais estudam o Bilingüísmo e começam a colocar essa proposta em prática.

O enfoque bilingüe foi introduzido na educação de Surdos pesquisados e
registrados por Danielle Bouvet, em Paris no ano de 1981.

E assim a missão impossível foi lentamente conquistada e se no passado os Surdos eram considerados como seres que não podiam ser educáveis, hoje eles garantem e conquistam espaços se fazendo ouvir apesar de tantas dificuldades.

Mesmo sendo pouco os Surdos Universitários, a Língua de Sinais está sendo utilizada e reconhecida, muitos Surdos estão se aprimorando e tornando-se Instrutores da Libras, Professores, Mestres e Doutores em Educação e tantas outras áreas possibilitando a inclusão e concretizando uma vida mais digna no que já foi considerada uma missão impossível.

Afinal, como disse Oliver Sacks "Somos notavelmente ignorantes a respeito da surdez, muito mais ignorantes do que um homem instruído teria sido em 1886 ou 1786. Ignorantes e indiferentes(...). Eu nada sabia a respeito da situação dos surdos, nem imaginava que ela pudesse lançar luz sobre tantos domínios, sobretudo o domínio da língua. Fiquei pasmo com o que aprendi sobre a história das pessoas surdas e os extraordinários desafios (lingüísticos) que elas enfrentam, e pasmo também ao tomar conhecimento de uma língua completamente visual, a língua de sinais, diferente em modo de minha própria língua, a falada. (...)"

Nós, só podemos agradecer e engrandecer a todos aqueles que acreditaram e não mediram esforços na transformação de uma missão impossível em tarefa conquistada e através desta conquista possibilitaram vida nova para toda uma comunidade que deixou de ser alheia para estar inclusa.
Por Shirley Vilhalva.



Fonte:
APASFI

sexta-feira, 18 de setembro de 2009

quarta-feira, 16 de setembro de 2009

Música Alecrim

video

Computador "interpreta" linguagem de sinais pela 1ª vez

Pesquisadores da Universidade Politécnica de Madri (Espanha) criaram o primeiro computador capaz de interpretar a linguagem de sinais utilizada por pessoas com deficiência auditiva. O sistema, que será submetido a vários testes nesta semana, ficará pronto na próxima segunda-feira, de acordo com a instituição.

Ele é capaz de traduzir, por exemplo, as expressões pronunciadas por funcionários públicos no atendimento a deficientes que desejarem renovar a carteira de identidade. Com a nova tecnologia, segundo a universidade, será dado um grande passo para eliminar as barreiras de comunicação encontradas por pessoas surdas que passam por trâmites administrativos.

O computador realiza o processo de tradução em três fases: reconhece a voz do funcionário ao obter a sequência de palavras pronunciadas, traduz a sequência de palavras e, por fim, reproduz os sinais.



Fonte: Terra

segunda-feira, 31 de agosto de 2009

domingo, 16 de agosto de 2009

Surdez


A surdez pode ser congênita ou adquirida, conforme tenha o indivíduo nascido surdo ou tenha adquirido a surdez por causas patológicas ou traumáticas.

A surdez congênita tem sua origem em causas endógenas ou exógenas. Definem-se as causas endógenas pela proveniência de herança genética, no momento da concepção. As causas exógenas não são ocasionadas por fatores hereditários, mas determinadas por condicionadores que provocam a alteração do meio intra-uterino, principalmente nos três primeiros meses da gravidez. Destacam-se como principais: embriopatias viróticas (rubéola por exemplo), embriopatia e fetopatias tóxicas (como quinino, salicilato, álcool, estreptomicina, garamicina, talidomida, anestesias prolongadas), causas endócrinas (como o cretinismo endêmico, bócio, debilidade mental), eristoblastose fetal (destruição das hemácias pelo soro materno pela incompatibilidade sangüínea - fator RH).


Destacam-se como fatores da deficiência adquirida: icterícia, anoxia neonatorum (insuficiência de oxigenação cerebral por problemas de parto), traumatismo obstétrico, processos infecciosos (na infância, principalmente), febres eruptivas, viroses e neuro-viroses, meningo-encefalites, sífilis congênita em suas manifestações precoces, otites, traumatismo craniano, intoxicação medicamentosa.


Os tipos de surdez podem ser classificados em:
deficiência de condução - resultado de alterações do ouvido médio ou externo que consiste na dificuldade ou impedimento da passagem das vibrações sonoras para o ouvido interno. Casos de surdez ou hipoacusia são, muitas vezes, provocadas por processos de obstrução tubária causadas por fatores mecânicos ou inflamatórios, otites agudas ou recidivantes, bem como malformações do pavilhão da orelha, do meato auditivo ou dos ossículos auriculares da orelha média;
deficiência sensório-neural - origina-se no ouvido interno, no órgão de Corti e nervo auditivo. Também chamada surdez de percepção, nervosa ou de ouvido interno. É causada por doenças ou malformações de origem hereditária. Este tipo de surdez pode ser provocado também por fatores tóxicos, traumas ou exposição do ouvido à poluição sonora;
deficiência mista - apresenta lesões ou alterações do ouvido médio e interno associadas;
deficiência central - causada pela disfunção ou mal desenvolvimento das vias auditivas do sistema nervoso central.


Fonte: Hebrom

sexta-feira, 17 de julho de 2009

quarta-feira, 15 de julho de 2009

Sinal: TRABALHO

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Lei de Cotas

O Artigo 93 da Lei de Cotas (Lei nº 8.213/91) determina que as empresas que têm de 100 a 200 funcionários devem reservar 2% de suas vagas para pessoas com deficiência; de 201 a 500, 3%; entre 501 e mil empregados, 4%; com 1.001 ou mais, devem manter 5%



Fonte: Secretaria do Trabalho e Desenvolvimento Social

Mais de 61% dos deficientes no CE não trabalham

Sexo masculino concentra a maioria dos trabalhos formais. Para cada mulher, existem dois homens empregados

Ainda há muito o que fazer para que as pessoas com deficiência tenham espaço efetivo no mercado de trabalho. No Ceará, 61,34% das 1,2 milhões de pessoas com deficiência com dez anos ou mais de idade não estão inseridas nesse mercado. Principalmente as mulheres, que respondem por cerca de 65,34% dessa condição. Foi o que revelou a pesquisa “As pessoas com deficiência e o mercado de trabalho no Ceará: um olhar multifocal”, desenvolvida pelo governo do Estado com o objetivo de respaldar políticas públicas para o deficiente, vendo o que pode ser melhorado e no que se deve intervir.

Leia mais

abecedario para niños sordos

quinta-feira, 2 de julho de 2009

segunda-feira, 29 de junho de 2009

sábado, 27 de junho de 2009

Alfabeto Manual Americano

Conselho dos surdos


O Conselho dos surdos é um grupo aberto de pessoas que se reunem uma vez por semana para debater sobre os assuntos pertinentes à comunidade surda.





quarta-feira, 24 de junho de 2009

John Lennon - Imagine (Interpretada em LIBRAS)

Identidade e Cultura Surda


É a interação social que nos socializa. As escolhas sobre o ambiente linguístico em que a criança crescerá, a opção do uso ou não da língua gestual e a escolha de ajudas técnicas e tipo de educação adoptado vão determinar a maneira como o desenvolvimento social da criança se irá processar.
Se for negada à criança a oportunidade de adquirir e desenvolver uma língua natural, crescerá com um enorme défice a nível linguístico, que comprometerá todo o seu desenvolvimento social, cultural, psicológico e afetivo, o que dificultará na construção identitária de qualquer criança inclusive uma criança surda. Pelo contrário, se a criança for exposta a uma língua gestual poderá adquirir um conhecimento cultural, sobre o mundo e as relações interpessoais, semelhante ao adquirido por uma criança ouvinte, afinal criança é criança ouvindo ou não, enxergando ou não, andando ou não.
A comunicação é vital na construção da identidade. O contato precoce entre o adulto surdo e a criança surda, através de uma língua gestual, é o que proporcionará o acesso à linguagem. Desta forma, estará também assegurada à identidade e cultura surda, que serão transmitidas naturalmente à criança surda pelo adulto surdo em questão. Quanto mais precoce o acesso à língua gestual, mais cedo a criança adquirirá uma identidade própria, consciente e sólida.
No entanto, de acordo com a história dos Surdos, as representações sobre a surdez sempre foram fundamentadas por mitos com base na religião, na ideologia, nos interesses de foro economico e nas diferenças sociais. Estas representações afetam o processo identitário do surdo, participando de processos de inclusão/ exclusão dos membros da sociedade e padronizando a "normalização social".
Segundo estudos, o Surdo apenas se sente pessoa se a sociedade o considerar como tal. O Surdo, na sua diferença, representa um perigo. Daí advém a tentativa de muitos de considerá-lo apenas uma pessoa com deficiência. No entanto, o Surdo como pessoa existe - esta é uma diferença que existe, que estigmatiza o surdo - a sua negação estigmatiza-o ainda mais, já que não permite o seu desenvolvimento, a sua formação de identidade como ser inteiro e integrante de uma comunidade de indivíduos diferentes como ele mesmo.

Fonte: Wikipédia

Pessoa Surda

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Chama-se pessoa Surda (ou Surdo) àquela que é portadora de surdez e que possui uma identidade, uma cultura, uma história e uma língua.

Em meados dos anos setenta, emergiu uma nova forma de encarar a surdez, que encara o Surdo como pertencendo a uma comunidade linguística minoritária, pelo fato de usar uma língua distinta da maioria ouvinte. Estudiosos há que acreditam que "o problema dos surdos não é a surdez … mas as representações dominantes". Assim, a concepção antropológica defende como um de seus objectivos primários garantir o acesso dos Surdos à língua gestual, a sua língua de aquisição natural.

O Dia Mundial do Surdo é comemorado por membros da comunidade surda de todo o mundo (surdos e ouvintes) no último domingo do mês de Setembro, com objectivo de relembrar as lutas da comunidade ao longo das eras, como por exemplo, a luta em prol do reconhecimento da língua gestual nos diversos países do globo.

Fonte: Wikipédia

terça-feira, 23 de junho de 2009

A gaivota...

Reflita

"A língua é a chave para o coração de um povo. Se perdemos a chave, perdemos o povo. Se guardamos a chave em lugar seguro, como um tesouro, abriremos as portas para riquezas incalculáveis, riquezas que jamais poderiam ser imaginadas do outro lado da porta."
Eva Engholm, 1965

Filippo Smaldone

Nasceu no dia 27 de julho de 1848, na cidade de Napoli (Itália).Sua família era muito religiosa e de sua mãe recebeu os primeiros ensinamentos cristãos. Desde muito jovem sonhava em tornar-se Sacerdote, para isso, estudava muito, ajudava os pobres, visitava doentes em hospitais, ajudava às crianças a conhecerem Jesus.
Tornou-se Sacerdote no dia 23 de setembro de 1871.
Em toda sua vida ele praticou a caridade e o amor ao próximo. Padre Filippo rezava muito para entender o que Deus queria dele. Então, em uma tarde, na Igreja de Santa Catarina, em Napoli, ele ensinava o catecismo às crianças quando ouviu-se gritar uma criança e a mãe que chorava, padre Filippo aproximou-se para acalmar a criança mas, a mãe gritou: "meu filho é surdo!" e saiu. Padre Filippo entendeu que o Senhor lhe pedia para dedicar-se às crianças surdas, e então, começou a ajudar os surdos de sua cidade e cidades vizinhas.
Por amar muito os surdos, pensou em dar-lhes mães e mestras: as irmãs. E em 25 de março de 1885, em Lecce, três jovens irmãs começaram a ajudar padre Filippo na educação dos surdos. Assim foi fundada a Congregação das Irmãs Salesianas dos Sagrados Corações.
No dia 15 de outubro de 2006, na Praça São Pedro, o Papa Bento XVI proclamou Santo o sacerdote Filippo Smaldone, fundador da Congregação das Irmãs Salesianas dos Sagrados Corações, pai e mestre dos surdos.
Hoje o carisma de São Filippo Smaldone está vivo na Itália, no Brasil, na África e no Paraguai através da congregação, que com amor, competência, dedicação e técnicas didático-pedagógicas modernas, promovendo o pleno desenvolvimento de centenas de crianças surdas.

Fonte: Instituto Felippo Smaldone

domingo, 21 de junho de 2009

Legenda

Emmanuelle Laborit


Nascida surda, Emmanuelle Laborit é neta do cientista Henri Laborit (1914-1995). Só conheceu a língua gestual aos 7 anos, ensinando-a rapidamente à sua irmã, que assim se tornou sua confidente.

Antes de aprender a Língua Gestual Francesa, ela apenas comunicava com sua mãe : tinham uma comunicação "umbilical".

O seu livro autobiográfico O grito da gaivota, escrito em 1993, retrata as suas lembranças de infância, sua difícil adolescência e o início da sua idade adulta autómona, assim como o seu percurso.

Venceu o prêmio Molière da revelação teatral, em 1993, pelo seu papel em Filhos de um deus menor, adaptado da peça estadunidense com o mesmo nome, escrita por Mark Medoff: ela é a primeira comediante Surda a receber, em França, tal reconhecimento. Tornou-se ainda a embaixatriz da Língua Gestual Francesa.


Fonte: Wikipédia

Direito de Ser Surdo

sexta-feira, 19 de junho de 2009

Atenção com os Bebês

As crianças pequenas não contam se ouvem bem ou não. É necessário que os adultos estejam sempre atentos ao menor sinal de perda auditiva.



A criança pode ter perda auditiva se:

  • tem parentes que nasceram surdos.
  • a mãe teve rubéola na gravidez.
  • o parto foi demorado.
  • nasceu prematura ou com menos de 1,5kg.
  • teve icterícia (ficou amarelinho) quando nasceu.
  • teve meningite.
  • tomou medicamento ototóxico.
Fique atento se a criança:
0 a 3 meses
  • não acorda com barulhos fortes.
  • 3 a 6 meses
  • não movimenta a cabeça em direção aos sons
  • 6 meses a 1 ano
  • não emite sons.
  • não reconhece o próprio nome
  • 1 a 2 anos
  • não compreende palavras cotidianas.
  • não reconhece o próprio nome e o das pessoas próximas.
  • não forma frases curtas.
  • Até 3 anos
  • não conversa assuntos do dia-a-dia.
  • não obedece a ordens simples.
  • não conversa com outras crianças.


  • Fonte: Escola para Crianças Surdas Rio Branco

    Reflexão

    "Quando eu aceito a língua de outra pessoa, eu aceito a pessoa.
    Quando eu rejeito a língua, eu rejeitei a pessoa porque a língua é parte de nós mesmos.
    Quando eu aceito a língua de sinais, eu aceito o surdo, e é importante ter sempre em mente que o surdo tem o direito de ser surdo. Nós não devemos mudá-los, devemos ensiná-los, ajudá-los, mas temos que permitir-lhes ser surdo."
    Terje Basilier

    quinta-feira, 18 de junho de 2009

    ACESSIBILIDADE

    Para a pessoa surda a acessibilidade, além do intérprete de Língua de Sinais, se constitui através da utilização de recursos tecnológicos adaptados, tais como:
    Sinalização visual-luminosa, campainhas que quando tocadas piscam as luzes do ambiente, placas indicativas de emergência, senha em filas, etc;
    Telefone TDD, aparelho com teclado e visor, onde a mensagem digitada aparece em uma tela
    Central de intermediação surdo-ouvinte, serviço telefonico onde uma telefonista intermedia ligações entre um surdo ligando de um TDD e um ouvinte que não possui este aparelho

    Surdos discam: 0800517801
    Ouvintes discam: 0800 5178
    Número único: 1402

    Aparelhos com alarme vibratório, despertadores e celulares;
    Celulares com envio de mensagem de texto;
    Programas de televisão com• legendas, closed-caption e/ou janelas com interpretação em Língua de Sinais;
    Lei Federal nº 10.098, de 19 de dezembro de 2000, que promove a eliminação de barreiras de comunicação.


    Fonte: geocities

    quarta-feira, 17 de junho de 2009

    segunda-feira, 15 de junho de 2009

    Língua de Sinais


    Não se sabe quando as línguas de sinais foram criadas, mas sua origem remonta possivelmente à mesma época ou a épocas anteriores àquelas em que foram sendo desenvolvidas as línguas orais. Uma pista interessante para esta possibilidade das línguas de sinais terem se desenvolvido primeiro que as línguas orais é o fato que o bebê humano desenvolve a coordenação motora dos membros antes de se tornar capaz de coordenar o aparelho fonoarticulatório. As línguas de sinais são criações espontâneas do ser humano e se aprimoram exatamente da mesma forma que as línguas orais. Nenhuma língua é superior ou inferior a outra, cada língua se desenvolve e expande na medida da necessidade de seus usuários.


    Também é comum aos ouvintes pressupor que as línguas de sinais sejam versões sinalizadas das línguas orais; por exemplo, muitos acreditam que a LIBRAS é a versão sinalizada do português; que a Língua Americana de Sinais é a versão sinalizada do inglês; que a Língua Japonesa de Sinais é a versão sinalizada do japonês; e assim por diante. No entanto, embora haja semelhanças ou aspectos comum entre as línguas de sinais, e entre as línguas de sinais e as orais, os chamados “universais linguísticos”, as línguas de sinais são autónomas, possuindo peculiaridades que as distinguem umas das outras e das línguas orais.


    A língua de sinais é tão natural e tão complexa quanto as línguas orais, dispondo de recursos expressivos suficientes para permitir aos seus usuários expressar-se sobre qualquer assunto, em qualquer situação, domínio do conhecimento e esfera de atividade. Mais importante, ainda: é uma língua adaptada à capacidade de expressão dos surdos.


    LS é a abreviação de Língua de Sinais.



    Fonte: Wikipédia

    sexta-feira, 22 de maio de 2009

    Cinderela Surda

    Primeiro livro da coleção Pimpolho lançada por essa editora, com o objetivo de recontar a história a partir de uma outra cultura, a cultura surda. Por isso, utilizam, além do texto em português, a escrita da língua de sinais.

    Autores: CAROLINA HESSEL & FABIANO ROSA & LODENIR BECKER KARNOPP




    Fonte: Planeta News

    MEC: Necessidades Educacionais Especiais

    Acessibilidade Surdos

    sábado, 9 de maio de 2009

    Vanessa Vidal apresenta programa Insert



    O programa foi criado e é produzido pela Pathu Produções, com Direção de Flávio Alves, sendo exibido em canal aberto pela BAND canal 20, NET canal 24, TV Show canal 13 e transmissão em IPVT para todo o mundo, todos os sábados 11:30h da manhã, abordando temas como : responsabilidade social e ambiental.
    O programa Insert tem como objetivo fazer da televisão um instrumento de formação da cidadania, participando das grandes questões sociais e culturais,contribuindo para a construção de uma sociedade mais justa e solidária!


    Fonte: Fã Club Vanessa Vidal

    terça-feira, 28 de abril de 2009

    LIVRO ABC EM LIBRAS

    "ABC em Libras" apresenta uma proposta inédita para promover a inclusão na sala de aula: alfabetizar, ao mesmo tempo, surdos e ouvintes na Língua Brasileira de Sinais (Libras) e na Língua Portuguesa.

    Em cada página, um objeto é apresentado no alfabeto romano e no dactilológico, e também no sinal em Libras, com a devida explicação dos movimentos gestuais e faciais. Da experiência do trabalho com alunos portadores de deficiência auditiva e da capacitação de professores bilíngues (Libras-Português), as autoras mostram um caminho para a acessibilidade à educação.


    Sobre os autores:


    Benedicta A. Costa dos Reis - Mestre em Língua Portuguesa pela Universidade de São Paulo. Professora atuante no ensino médio e universitário da rede particular de ensino. Autora e coautora de livros didáticos, paradidáticos e de pesquisa. Presta assessoria para empresas e ministra cursos de capacitação em Língua Portuguesa para os vários campos profissionais. Trabalha em prol da capacitação de surdos para sua efetiva inclusão no mercado de trabalho e, também, na vida.


    Sueli Ramalho Segala - Especialista em Língua Brasileira de Sinais (Libras), surda, graduada em Letras (Português-Espanhol) pela Uni Sant’Anna e concluindo Letras-Libras pela Universidade Federal de Santa Catarina (polo USP). Coautora da revista "Línguade Sinais: a imagem do pensamento" e colaboradora do "Dicionário de Língua de Sinais da USP", pela Fapesp. Professora atuante nos cursos universitários de licenciatura e saúde em Libras e coordenadora da equipe de intérpretes do projeto Inclusão-Libras.


    Fonte: Rede Saci


    sábado, 25 de abril de 2009

    Rebeca Nemer

    Aos 13 anos de idade Rebeca, que é natural de Marília, conheceu um grupo de surdos que visitava a igreja da qual fazia parte, e foi este seu primeiro contato com o que, em pouco tempo, se tornaria uma de suas grandes paixões. Ela se tornou uma grande defensora da causa e dos direitos dos surdos em sua cidade.

    Sendo assim desenvolveu diversas atividades sociais para os surdos, lançando campanhas de emprego, assistência médica, odontologia, jurídica, prestando a esses seus amigos assistência diversificada, não com o intuito de salvá-los da sociedade, muitas vezes preconceituosa e cruel, mas de integrá-los a ela para que a mesma pudesse conhecer o potencial, a garra e a força que os surdos possuem, qualidades que poderiam ser bem aproveitadas promovendo um bem mútuo.

    Em março de 2002, Rebeca Nemer e um grupo de parentes, amigos, pais de crianças e adolescentes surdos constituíram e fundaram a Associação Rebeca Nemer, que é uma Entidade Civil, Cristã, Assistencial, Solidária, Cultural, Educacional, Desportiva, pró Crianças e Adolescentes surdos e sem fins lucrativos. Este foi um dos principais resultados de um real envolvimento com esta causa, que – além de ideias – contou com mãos para colocá-las em prática.


    Fonte: Biografia Rebeca Nemer

    sexta-feira, 24 de abril de 2009

    Rapunzel Surda


    RAPUNZEL SURDA
    Autores: CAROLINA HESSEL SILVEIRA
    FABIANO ROSA
    LODENIR BECKER KARNOPP

    Ano de publicação: 2003
    Páginas: 36
    Editora: ULBRA

    No mundo silencioso da fantasia

    A fantasia é fundamental para a criança entender a realidade que a cerca. Para quem não ouve nem fala, o faz-de-conta representa muito mais: a integração no mundo das brincadeiras das crianças comuns, sem deficiência. A pedagoga Daniele Nunes Henrique Silva pesquisou o assunto, publicado no livro Como Brincam as Crianças Surdas, da Editora Plexus. Em seu trabalho, ela ressalta a importância de se conhecer a língua dos sinais para entrar na fantasia com os amiguinhos e se igualar a eles no desenvolvimento intelectual.


    O que a levou a pesquisar as brincadeiras das crianças surdas?
    No curso de graduação, na Unicamp, comecei a estudar as brincadeiras de faz-de-conta de crianças em orfanato, interessada em saber que papéis elas gostavam de interpretar. Minha professora na época estudava as crianças surdas, percebendo que elas brincavam muito com situações que as faziam sair da condição de surdas, como atender telefone e ouvir rádio. Fiquei interessadíssima e resolvi fazer minha tese de mestrado aprofundando esse tema, com base nas seguintes questões: Como a criança surda utiliza a língua dos sinais nas brincadeiras? Como encena os papéis sociais? Que relação tem essa escolha com a linguagem?


    O que você descobriu?
    A pressão do mundo ouvinte é grande sobre a criança surda e ela quer entendê-lo. Uma das formas de fazer isso é brincando, e quando conhece a língua brasileira dos sinais, esse universo da brincadeira fica mais amplo. Ela pode explicar para o amigo o que está representando na brincadeira ou do que pretende brincar. Pode pegar uma cobra de pano, por exemplo, e indicar para a outra criança que aquilo virou uma moto. Esse ato de brincar com as idéias é essencial no desenvolvimento infantil. Para a criança surda que não domina a linguagem dos sinais, a brincadeira fica difícil porque ela não consegue passar sua idéia para o outro. Como ela diz para o parceiro que estão brincando de dirigir?


    A brincadeira dessa criança precisa ser adaptada?
    Não, a criança com surdez brinca da mesma forma que as outras. A diferença está na maneira de se comunicar. Por meio da palavra, ambas entram no mundo do faz-de-conta. No caso da criança surda, os sinais são a palavra. Quanto mais cedo ela aprender essa linguagem, melhor para seu desenvolvimento. Porque ela terá maior condição de representar o mundo e de se expressar sobre ele. Essa é a base de todo raciocínio da criança e o fundamento de todo pensamento simbólico, abstrato e representativo.


    O que chamou mais a atenção nas brincadeiras dessas crianças?
    A criança surda organiza a brincadeira de um jeito diferente, porque utiliza as mãos para tudo, fazer sinais, gestos e compor expressões corporais. E tem de representar com muita rapidez para o colega entender, entrar no enredo e não desistir da brincadeira. Se ela não sabe a língua dos sinais, a brincadeira não se desenvolve tanto quanto no faz-de-conta da criança ouvinte, que recheia sua fantasia com muitos diálogos e representações. Outro aspecto é que o faz-de-conta começa quando a criança aprende a falar. Por volta dos 2 anos todas têm essa capacidade. No caso da criança com surdez, é quando ela começa a se expressar por sinais. Daí a importância de os pais detectarem o problema cedo e usarem a linguagem dos sinais com o filho o quanto antes. A criança que ouve participa do mundo muito antes de falar. A mesma coisa precisa ocorrer com o deficiente auditivo. Ele precisa estar inserido no universo da sua língua muito antes de começar a falar.


    Que dicas você poderia dar de como brincar com a criança surda?
    É ela que nos ensina a brincar. Muitos me perguntam se tem um brinquedo específico para surdos. Os brinquedos são iguais para todo mundo. Não se pode discriminar brinquedos, a sociedade já está por demais discriminada. Se for pensar assim, daqui a pouco vai ter brinquedo para branco, negro, índio, chinês. Não é preciso ensinar uma criança a brincar. No caso do deficiente auditivo, é só dar a ele ferramentas para se comunicar, para que ele faça fluir sua imaginação.


    Dá para ensinar a língua dos sinais na brincadeira?
    Esse aprendizado deve funcionar igual ao da fala para a criança ouvinte. Não a ensinamos a falar. No cotidiano, com a convivência com os pais, suas atividades são marcadas pela fala. Deve ser assim com a criança surda. O neurologista Oliver Sacks escreveu sobre isso num livro, descrevendo um lugar nos Estados Unidos, a ilha de Martha's Vineyard, no estado de Massachusetts, onde a maioria dos habitantes é surda. Ele diz que quando se chega lá você é o diferente, porque é o ouvinte e todos se comunicam por sinais. E o desenvolvimento das pessoas é igual ao de qualquer ouvinte. É isso que os pais de crianças surdas têm de entender, o quanto é importante aprenderem a língua dos sinais, como se fossem surdos também, para transmiti-la ao filho.



    Como Brincam as Crianças Surdas
    Daniele Nunes Henrique Silva



    Fonte: Revista Crescer

    quinta-feira, 23 de abril de 2009

    quarta-feira, 22 de abril de 2009

    Plano OI

    A FENEIS-SP oferece para a Comunidade Surda a grande oportunidade de aderir aos Planos OI especialmente desenvolvidos para os Deficientes Auditivos e da Fala.

    Pela primeira vez uma operadora de celular reconhece que o Deficiente Auditivo somente usa SMS e prepara uma oferta especial com SMS, sem planos de voz que o Surdo não utiliza.



    Fonte: Portal do Surdo

    terça-feira, 21 de abril de 2009

    Sentidos

    Música na pele

    A professora de Língua Brasileira de Sinais (Libras) Regiane Pinheiro Agrella, 36 anos, mãe de dois filhos, é uma prova de que a dança independe da pessoa ter uma deficiência; o essencial é a determinação. Surda de nascença, Regiane surpreende a todos com sua habilidade no salão. Certa vez, num clube da cidade, foi “tirada” para dançar por um rapaz, que não sabia da deficiência auditiva. Após o termino da música ele ficou admirado com a notícia e o fato dela ter acertado todos os passos.

    Ela começou dançando jazz, aos 10 anos, na escola para surdos e há um ano decidiu aprender dança de salão. Não ouvir a música não foi problema para Regiane. Isso porque, ela sente a vibração da música na pele e o parceiro dá as instruções do ritmo correto pela condução nas costas. “Apesar de eu não ouvir nada, meu corpo sente, inclusive as diferenças de ritmo”, comenta. “O forró por exemplo é mais forte. Mas o meu som preferido é a valsa, que é mais calma e dá uma sensação de prazer.”

    Regiane não teve dificuldade nenhuma para aprender a dançar. Até porque ela não é nada tímida. Presta atenção nas aulas, olha tudo, e se não entende pede para explicar novamente. Acha que dançar não é apenas uma arte, mas também uma terapia emocional. “Gosto de conhecer pessoas e da vibração que sinto quando estou dançando”, explica.

    Por experiência própria ela afirma que todos são capazes de dançar, mesmo portando alguma deficiência física ou sensorial. “Tente e quebre as barreiras do medo”, diz. “Experimente a dança de salão.”

    Fonte: Tribuna da Revista

    quinta-feira, 16 de abril de 2009

    Humberto da Turma da Mônica

    A história da Turma da Mônica, de Maurício de Souza, inserida na revistinha “Mônica”, nº239, maio de 2006, com o personagem Humberto. Este personagem foi criado no ano de 1981 da Turma da Mônica. Na maioria das histórias, se mostra que ele não fala, parece mudo, sempre fala assim: “hum, hum”. O site oficial de Maurício de Sousa informa que Humberto, amiguinho da criançada da Turma da Mônica, não fala. Só murmura “hum-hum”... uns acham que ele é mudo. Outros, que economiza a voz. Mas enquanto isso, vai aprontando alguma confusão. Jamais conseguiu ganhar duas coisas quando perguntado. Só fica com uma. Não fica claro, pela historinha, qual é a situação real do Humberto. A historinha mostra que outros personagens se comunicam com ele pelo oralismo, sem mostrar que ele lê lábios: parece que ele ouve e não fala.

    Na historinha de maio de 2006, ele usa Língua de Sinais para comunicação e as outras crianças da turma procuram aprender para se comunicar com ele, principalmente entender seus sinais. O gibi mostra a valorização de Língua de Sinais, como uma forma de comunicação de surdos; assim, as crianças brasileiras, ao lerem o gibi, já começam a aprender o básico de comunicação com os surdos e se familiarizar com sua cultura.

    Também se mostra outro tipo de balão de comunicação entre personagens e o Humberto. É uma criação interessante, ao lado de tantos outros balões das convenções de Histórias em Quadrinhos, como os balões de fala, de pensamento, de sonho, que já existem normalmente.

    Fonte: Representações de surdos



    Ca

    quarta-feira, 15 de abril de 2009

    Cultura Surda

    As lutas dos surdos pelo direito de se representarem não como deficientes, mas como sujeitos com uma cultura própria, tendo Libras como primeira língua, são recentes no Brasil e têm como resultado, por exemplo, a lei federal 10.436/2002 que reconheceu o uso da Língua Brasileira de Sinais – LIBRAS. Sua história é marcada por lutas contra a discriminação e entre diferentes modelos de educação; nela, predominantemente, a surdez é vista em termos clínicos, focalizando-se a perda auditiva, o desenvolvimento da oralidade, a articulação das palavras, etc. Essa luta também se relaciona a formas de nomeação: assim, os surdos querem ser chamados de “surdos”, e não surdos-mudos, que os mostra como sujeitos sem comunicação ou deficientes auditivos, um termo pejorativo, da área clínica. Também a língua de nome LIBRAS é confundida com “gestos”, “linguagem”, “mímica”. Neste trabalho, focaliza-se a mídia escrita, importante para as representações que os sujeitos fazem sobre os surdos. Foram analisadas 29 matérias e anúncios de jornais e revistas brasileiras variadas, desde 2004 até 2006, com notícias ou informações sobre surdos. Investigaram-se as formas de nomear os surdos – deficiente auditivo, surdo-mudo, surdo -, o tipo de referências à Língua de Sinais – língua de sinais, linguagem, gestos, LIBRAS - e também os assuntos em que os surdos eram mencionados: educação, lutas políticas, conquistas pessoais, aspectos clínicos da surdez, legendagem, religião, esporte, tecnologia, etc. Os resultados das análises mostram que ainda há muita luta para que os surdos sejam reconhecidos em sua cultura específica, como sujeitos integrais e não como “excepcionais”.

    Fonte:
    Representações de surdos/as em matérias de jornais e revistas brasileiras